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Festa da Solidariedade 2011

Na tarde do dia 11 de Dezembro realizou-se, na Obra de Santa Zita da Estrela, a Festa da Solidariedade. Já todos os membros da família Blasiana, assim como, os seus amigos e benfeitores, se habituaram a esta iniciativa que ocorre por esta altura em todas as Casas da Obra, tendo como especial e nobre objectivo não só o apelo a gestos de solidariedade, mas também, através de ações concretas, reunir bens alimentares, assim como outro tipo de donativos, para que a Obra possa prestar apoio ao maior número possível de famílias carenciadas, das quais vai tendo conhecimento.

A Festa teve o seu início pelas 15h, com as palavras de boas vindas e agradecimento da presença de todos, pela Dr.ª Nazaré Soares, Secretária Geral da Obra. Podendo também contar-se com Dr.ª Maria do Céu Campos, Presidente Nacional da Obra. Foi reforçado junto de todos os presentes que o produto da festa iria reverter a favor das famílias mais carenciadas, cuja Obra tem conhecimento e assiste, e também para ajudar na despesa das obras da Casa de Coimbra. Para atingir este objectivo foram recolhidos pelas várias turmas, bens alimentares que foram entregues à Obra. Foram também realizadas, neste dia uma quermesse e um lanche solidário para o mesmo fim.

Esta tarde foi marcada com a encenação da peça “O Espanta Pardais”, pela turma B e pela Eucaristia. A peça tratou uma narrativa cujos valores defendidos assentavam na Amizade e no Amor ao próximo. Entre as várias frases fortes proferidas durante a encenação poderão destacar-se duas:

“ Para entrar na Estrada Larga, é necessário fazer algo de útil e belo!” A “Estrada Larga”, poderá aqui ser associada à verdadeira felicidade interior, mas, também à vida eterna, onde todos esperamos um dia chegar vivendo na esperança, de que só aí alcançaremos a felicidade em plenitude. Monsenhor Brás será certamente para todos os que o conhecem, um grande exemplo de vida, do que é trabalhar para chegar à “Estrada Larga”, pois incansavelmente, se dedicou à edificação desta obra que ainda hoje continua a sua ação de bem fazer, a todos quantos a procuram, tal não foram as suas raízes profundas edificadas no verdadeiro espírito de dedicação e solidariedade do seu Fundador.

No final desta encenação proferiram-se as seguintes palavras: “ Nunca morremos! Todos os dias somos uma coisa nova! Porque todos os dias sonhamos; Afinal qual é o caminho da liberdade? Todos os caminhos vão dar à liberdade, basta abrir o coração!

Apesar de já tão gasta e cansativa a palavra crise, enchamo-nos de força através do exemplo de solidariedade e disponibilidade para com os mais carenciados (material e espiritualmente) e não deixemos de sonhar com a possibilidade de um mundo melhor, não desistamos de sonhar que apesar de todas as vicissitudes ainda poderemos, nem que seja com pequenos gestos fazer a diferença no sentido positivo.

Entendamos também que a verdadeira liberdade, não consiste no fazer apenas o que bem nos apetece, confundindo-se muitas vezes liberdade com libertinagem. Estarmos disponíveis para os outros, ajudando-os e respeitando-os traz-nos também um enorme sentimento de liberdade. Sim, porque o Amor liberta !!!

O segundo momento alto e central desta tarde foi a Eucaristia presidida pelo Senhor Cónego Marin, que durante a homília referiu palavras muito importantes sobre o Amor que Deus nos veio ensinar, através deste Menino que nos preparamos para receber. Dizia o Senhor Cónego: “ Sejamos gente que congrega, que reúne. O mistério de Natal é um mistério de Deus que teimosamente insiste em provocar o homem no amor. É bom amarmos, mas também sentirmo-nos amados. É isto que Deus nos veio mostrar, através de Maria, por Aquele Menino. Precisamos de ser audazes para dizer aos outros: Cuidado, o caminho é só um! Precisamos de alertar os outros para o que os desvia do caminho do Senhor. Cada um de nós não é Deus! Também somos pecadores e atrapalhamo-nos…É na medida em que estamos em comunhão com Deus, que somos felizes! “

Após estas palavras tão importantes que nos pedem tanta reflexão, nada mais há a dizer a não ser: tenhamos gestos de amor, uns para com os outros e “trabalhemos”, em cada dia das nossas vidas, para que esses mesmos gestos se propaguem. E desta forma também a Solidariedade crescerá.

Helena Duarte